But I digress

This is a quick online follow-up to a conversation I had last night about the portuguese language. Me and some friends were discussing how dull it can sound. In fact, we agreed that it sounds a lot duller and sadder than a lot of other languages, even latin ones. It can be beautiful, really poetic and emotive, and powerful in literature, but on our day to day “happy” conversations, it always comes up as a bit rough and cold.

Whether you like it or not, even the smallest things end up influencing people throughout their lives, and the culture of a country is unified by a lot of small things, being unique because of that. I couldn’t help but wonder that if we could grow into something completely different by exposing ourselves to more positive influences then shouldn’t we try? It strengthened my wish to go study abroad. Portugal can be so depressing and I think it shows in the general attitude of the population. And besides, if you never try, you’ll never know, right?

Edit: I realized just now I really did digress a lot(!), but I think it’s interesting food for thought.

2 Responses to “But I digress”


  • Pois é Pedrito…
    Demorou mas cá estou eu comentando… ;)

    Primeiro, queria dizer-te que não me parece que tenhas divagado muito. Sério que não.
    O texto está fluido como as palavras, e na minha opinião é assim que se sente melhor.

    Segundo, quanto ás ideias… bem, como te disse em conversa, a língua é como um organismo vivo. Vive da vida que tem, neste caso, da vida que lhe dão. A língua vive e transforma-se, ainda que devagarinho e sem se fazer sentir…
    Para mim a nossa língua, o Português, é algo tão incrivelmente belo, como complexo. Por isso, não sendo eu linguista, é-me difícil ter uma opinião, muito esclarecida e fundamentada. No entanto, tenho sempre opinião, que é minha e por isso, tão valida como qualquer outra.
    Assim, na minha opinião, a nossa língua pode de certa forma influenciar a nossa forma, enquanto povo falante, de sentir e estar, connosco e com os outros. Talvez os sons “fechados” não ajudem um pensamento e estar mais positivos. Talvez porque uma das primeiras aquisições cognitivas que fazemos, seja de facto a língua materna, sendo que dessa forma, aparentemente, é como se o nosso cérebro ficasse formatado a uma determinada linguagem, que vai fazer com que interpretemos o nosso mundo interno e externo através de palavras, que formarão pensamentos, ideias e sonhos.
    Mas, simultaneamente me questiono… não seremos nós que fazemos a língua? Não somos nós com os nossos seres, que alteramos esse organismo vivo?
    Se assim for, parece-me que sem dúvida que os factores históricos, apresentam aqui um papel importantissímo na forma como nos representamos intelectualmente enquanto povo, país, pátria, língua. Porque me parece que todos estes conceitos constituem cada um de nós enquanto individuo singular, enquanto cidadão, mesmo quando não pensamos nisso. Ou sobretudo quando não pensamos nisso.
    Nesta forma, e se procurarmos uma abordagem mais psicanalítica, talvez encontremos desde o inicio da nossa história como país, algumas pistas para o nosso fado presente. Factos como os descobrimentos (ou será mais correcto os achamentos?) ou a forma como fizemos as nossas revoluções, na minha opinião, insuflam-nos o ego, mas em seguida, habitualmente não conseguimos dar continuidade aos sonhos pelos quais lutamos, e acabamos por ficar a caminho de lado nenhum…

    Honestamente, penso que no nosso “estado de coisas” actual a nível politico, social, económico, emocional, ainda é fortemente influenciado e/ou condicionado pela forma como a ditadura salazarista agiu em Portugal. As suas consequências e condicionantes psicológicas ainda se fazem sentir hoje, e estão de tal forma enraizadas em cada um de nós, culturalmente e moralmente, que pouca ou nenhuma consciência temos desse facto.
    Enfim…

    De qualquer forma, acho que é uma muito boa ideia queres ir “lá para fora”, ou melhor, ires lá fora, veres outras coisas, conheceres outras e mais pessoas, outras e mais formas de pensar, de sentir, de estar, de sonhar…
    Assim como as línguas, Nós estamos vivos, e é bom que queiramos aprender outras formas, para possivelmente nos transformarmos, e sem deixarmos de ser nós mesmos, crescermos e resultarmos num outro nós.

    Dizem que só sonhamos na língua que dominamos por completo e sentimos como intrinsecamente nossa. Sendo que o sonho é algo do que de mais intimo, interno e inconsciente que temos…. Viaja, vive, experiencia, aprende, transforma e Cresce!!! A nossa viajem é a Vida! Que a tua seja o que quiseres e fizeres dela.

    Beijinhos

    Mafalda

    ps: esta não é, de facto, uma questão facíl. Por isso, não me parece que exista apenas uma resposta. Talvez existam tantas respostas como portugueses. Seja como for, como nunca nada é linear… “tudo está relacionado”, provavelmente mais do que poderemos alguma vez perceber.
    ps2: enfim… demorou mas foi. lol. E ainda dizias tu que tinhas divagado… pois sim!
    ps3: não sendo este um assunto facil, e tendo eu andado a pensar nisto… exprimi-me como consegui… com um testamento, e em Português!!!
    ps4: já agora… porque não escreves em Português?
    ps5: ok, chega de ps’s. =P

  • Fiquei sem palavras… whoa!

    Excelente comentário, resumiu muito bem a conversa toda que tivemos (:. Concordo com tudo o que disseste, a língua é assim porque nós a fizemos assim, e de certo modo limita-nos a evolução, restringe-nos ao modo de pensar que absorvemos, mesmo inconscientemente.

    PS’s: Escrevo em inglês porque considero que é uma língua mais internacional. Se existissem tradutores automáticos que fizessem um trabalho impecável podes ter a certeza que metia um, nem que tivesse de escrever numa linguagem universal menos ambígua… Durante uns tempos tive um plugin para o wordpress que deixava escrever em várias línguas… mas sou demasiado preguiçoso para fazer a tradução manual dos posts todos… aliás, estou a pensar mudar o formato do blog para um formato mais apropriado ao meu estilo de posts muito espaçados…
    No entanto, este post pode mesmo ser em português porque será o público alvo(?)

    PS: Devias recomeçar o teu blog :) . Tens jeito para a coisa!

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